... É só clicar no titulo do Blog, ( Em casa de poeta, o importante é sonhar!) que ele disponibiliza todo o conteúdo. Eu, acho que vale a pena. Acho também que a troca seria perfeita se deixassem um comentário, eu adoraria! Mara Araujo





quarta-feira, 2 de junho de 2010


Divagações a 1h45min da manha

Tenho uma autocrítica imensa em se tratando do que escrevo. Quando às vezes paro analisando meus textos, lembro-me da época e das situações que me inspiraram cada escrita. Se escrevi chorando, sorrindo, comportada, excitada, alegre ou feliz, lembro tudo. Não tenho muito critério de análise, tenho que achar lógica, sustentação, profundidade. Acredito que só assim o texto poderá existir como minha verdade, inteiro! Preciso ter de volta lendo, tudo que senti escrevendo, qualquer alegria, qualquer excitação, paixão, sofrimento, ilusão, mas que seja pungente. Tem que me falar tudo que considero na historia o que acredito, no âmago. Escrevo bobagens também, mas em menor escala, acredito. Sou mesmo muito boba e penso as vezes que sou engraçada. Odeio piada, mas, vivo rindo de mim e olha que me considero séria, quem não me conhece também. Não devo mesmo levar em consideração determinadas coisas que sinto, que penso, sou um paradoxo total, mas vivo sorrindo de tudo, até da dor. O fato de estar aqui a esta hora da manha escrevendo pensando em laços de fita, moveis e objetos ao invés de dormir, voando em plumas, pernas e reticências, é porque tenho compulsão por escrever, e também como o sono, me descansa, me salienta me deixa feliz e adoro estar feliz, leve, então, mesmo sem inspiração escrevo, é como o ar que respiro. O que gosto mesmo é de escrever sobre o amor, o amor generalizado, mas, a sensualidade tem um peso muito forte na minha escrita. Acho fantásticas as ondulações sinuosas, os voos sobre o tema que são com certeza, inspirador. Sou naturalmente intensa como já disse, e penso mesmo que não podemos passar pela vida como um sopro apenas divino. Temos que deixar marcas, deixar rastros, até para sermos um caminho, desejando sempre que seja um caminho feliz, então, eu planto magia flores e sonhos, amor esperança e fé. Muitas cores porque o mundo já tem cinza demais. Acho a vida uma dádiva, e tudo que ela comporta um aprendizado, por vezes uma escolha que redime num compartilhar sentimentos, com beleza simplicidade e ternura, em um horizonte onde nada deve se limitar aos poucos sentidos. Ficar parado para mim, significa andar para tráz, então caminho, faço parte... Acredito-me sempre, como complemento de uma ópera divina, onde todas as sinfonias são regidas pelo amor incondicional, que liberta que ampara que fortalece e purifica na totalidade do ser, mas... Acho que vou dormir, já falei demais...

2 comentários:

Cacau Loureiro disse...

Lindo texto, para variar denso... quem é verdadeiramente poeta sabe exatamente do que falas Mara. Privilégio conhecer pessoas que pensam assim, vivem assim, escrevem assim, são assim como tu. E quando o nosso grande poeta Estebanez diz o que diz sobre ti acredite, é a pura verdade. Tenho desbravado teus mistérios nas vezes que venho aqui te visitar e uma alma como a tua é tão intrínseca e tão singela que mais nos complica nesta descoberta, rs, quero eu, ainda partilhar muito mais dessas coisas que tens aí dentro do peito, pois que isto também é aprendizado para quem se achega a ti. E fica óbvio para quem te lê que poesia não precisa ser rimada, muitas das vezes precisa ser vomitada nestas palavras reais, porque o amor também pode ser escancarado, rude, só não pode deixar de ser profundo, e, só tu fazes do amor este algo além de letras... Emoções, sentimentos devem ser partilhados sempre porque o conhecimento da vida vem exatamente em vivê-la plenamente, eu vivo a tua poesia, plenamente, beijos querida.

Pedro Melo disse...

mara...você brinca de escrever!!
:)
Bravo!!
Beijo Grande!!!