Delicado
Esta calma declaração de amor disfarçada. Asas de borboletas a voejar canções. A penetrar no peito feito sombra esquiva e medrosa. Deslizando silencios e segredos... Fala-me de um amor que não cobra, não pede, não exige. Apenas ama. Ou não me fala... Emana descuidado e sem defesas, sem medos. Escandalosamente respeitoso. Esse amor escondido que me entregas como um amarrado de flores frescas; Orvalhadas em sonhos de antigos casais. Seus sinais me tocam delicadamente como macio veludo, onde deito a alma, e aquieto com medo de lhe fazer um mal, desdobrado de dores. Sonata de outono onde danças e sonhas em segredo, disponível e delicado
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