... É só clicar no titulo do Blog, ( Em casa de poeta, o importante é sonhar!) que ele disponibiliza todo o conteúdo. Eu, acho que vale a pena. Acho também que a troca seria perfeita se deixassem um comentário, eu adoraria! Mara Araujo





terça-feira, 1 de setembro de 2009

Brumas

Chegara o dia em que mais nada farei. Pássaros voarão levando a minha alma, liberta de ritmos e reflexos numa invisível corrente de paz. O meu corpo será plantado na terra ungido de silêncios, de brumas e versos. Partirão a voz e os gestos, os movimentos tolos e o sorriso, deixando um gosto selvagem de infância, de manhas, vergonha e sonhos... E dormirei a meia noite de uma lua qualquer como raiz de uma beleza que ainda me dói deixar, de uma vida que ainda bebo como se buscasse o ar com medo de ir, de acabar, num silencio de gelo. Chegara o dia em que serei apenas meus versos, onde hoje esparramo a minha alma como se morresse, pra brotar. Fonte de luz intermitente enquanto durar, enquanto a terra não me abocanhar as entranhas com dentes ávidos, agudos e frios. Mas... Beberei da fonte mágica e minha alma voara nas asas do colibri. Outras eras, outros mares, outros céus e serei leve como borboleta, mimetizada em todas as cores, com o cheiro de todas as flores, e contarei estrelas em mal me quer-bem me quer, enquanto o espírito em essência voa... E o mundo continuará igual. Quando eu não estiver mais aqui, farás um verso pra mim...?

2 comentários:

JL Santos disse...

Amei o teu texto poema.
Incrível a tua sensibilidade.
De agora em diante lerei com mais atenção tudo o que você escrever.
Paz no teu viver. . .

Fernanda disse...

Lindo demais!!!!